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Noir e futurista, Aether & Iron transforma jazz em um bom RPG narrativo | Review

Por Kevin Ribeiro • 16/04/2026 às 21:35
Noir e futurista, Aether & Iron transforma jazz em um bom RPG narrativo | Review

Buscando inspiração em aventuras point and click e com uma boa pitada de Disco Elysium, o jogo combina um cenário decopunk ambientado em uma versão alternativa dos anos 1930 com um sistema de combate em turnos que simula perseguições de carro.

O uso consistente de elementos noir na narrativa ajuda a criar uma experiência envolvente, ainda que existam tropeços ao longo do caminho.

A história se passa em uma Nova Iorque alternativa, transformada pela tecnologia do éter e por uma anomalia gravitacional chamada “Poço”, ao redor da qual flutuam diversas ilhas que compõem a cidade.

Como tantas outras tecnologias, ela acabou ampliando desigualdades, dividindo a sociedade entre zonas altas e baixas.

A maior parte da trama acontece nos chamados Baixos, regiões quase sem lei controladas por poderosos Barões, cada um com sua própria filosofia de governo.

Em contraste, os Altos abrigam uma elite rica, com uma visão privilegiada do céu, além de universidades e monumentos.

A narrativa acompanha Gia Randazzo, uma contrabandista que ainda lida com as consequências de uma missão fracassada que resultou na morte de seu tio, além de ter manchado sua reputação.

Buscando se reerguer, ela aceita um trabalho que a apresenta a Nellie, uma jovem cientista dos Altos perseguida por motivos misteriosos.

Ao descobrir que o Poço está se expandindo e pode engolir parte da cidade, Gia decide ajudá-la, sem imaginar a escala do problema em que está se envolvendo.

Com uma equipe de roteiristas que já trabalhou em franquias como Far Cry e Mass Effect, isso não chega a ser surpresa.

A narrativa é bem construída, com um mundo desenvolvido com cuidado e personagens que apresentam motivações convincentes.