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Crítica Maldição da Múmia é o filme de terror mais visceral do ano

Por Kevin Ribeiro • 16/04/2026 às 14:35
Crítica Maldição da Múmia é o filme de terror mais visceral do ano

Crítica Maldição da Múmia é o filme de terror mais visceral do ano

Será necessário tirar da cabeça o que você imagina como um filme da Múmia ao entrar no cinema para ver Maldição da Múmia (2026) , o brutal novo pesadelo dirigido por Lee Cronin . Depois de exponencializar os horrores de A Morte do Demônio: A Ascensão (2023) , Cronin coloca em tela uma versão nojenta e sem reservas de outro clássico. Se em A Ascensão ele manteve o humor ácido dos Evil Dead de Sam Raimi, mas encontrou novas avenidas (ou corredores, melhor dizer) para o horror ao transportar o Necronomicon para um prédio, aqui, ele faz da criatura mumificada um veículo para terror pleno. Vindo de iterações aventurescas como A Múmia (1999) estrelada por Brendan Fraser ou o fracasso de 2017 que tentou lançar o Dark Universe com Tom Cruise , não deixa de soar como uma novidade essa volta ao terror mais despojado – que no mais parece bem afinado com o cinema de gênero direto ao ponto, de orçamento enxuto, comum na produtora Blumhouse. Sai o acúmulo de milhas à la Indiana Jones entre as pirâmides no Egito e os museus na Inglaterra, permanece a vocação para filme-de-criatura de onde a Múmia saiu na época de ouro dos monstros da Universal, ao lado de Drácula e Frankenstein. De menor escopo e com a missão de fazer seu A Morte do Demônio parecer pouco sangrento, Maldição da Múmia é primeiramente uma correção de curso. O Egito, claro, está presente, e serve de pontapé para a história. É lá que Charlie e Larissa Cannon ( Jack Reynor e Laia Costa ) moram quando Katie ( Natalie Grace ), sua filha do meio, desaparece. Oito anos depois, ele, correspondente internacional, e ela, enfermeira, vivem no Novo México (EUA) com a mãe de Larissa, Carmen ( Verónica Falcón ) e seus outros dois filhos: Sebastían ( Shylo Molina ) e Maud ( Billie Roy ), garota que nasceu pouco depois do aparente sequestro de Katie. É no deserto americano, muito diferente daquele que eles deixaram para trás na África, que os Cannon recebem a ligação pela qual sempre esperaram: Katie está viva. Ela foi encontrada, c