Por que o Brasil não é tão feliz quanto parece — e como a Finlândia lidera ranking mundial da felicidade
É difícil falar do Brasil sem citar esses elementos, símbolos da identidade do país intrinsicamente ligados à ideia de alegria.
Frio, neve, silêncio e meses inteiros com dias de apenas duas horas de luz.
Essas, por outro lado, são as imagens associadas à Finlândia — e muitas vezes vinculadas, inclusive pelos próprios finlandeses, à tristeza e à solidão.
De um lado, está o país mais feliz do mundo; do outro, aquele que ocupa a 32ª posição, segundo o World Happiness Report , estudo produzido pela Gallup, uma consultoria internacional conhecida por suas pesquisas de opinião.
A surpresa, para muitos brasileiros, é descobrir em qual dessas posições está o Brasil: a 32ª — e não a 1ª.
Uma consulta a dicionários pode ser útil: o Aurélio, um dos mais tradicionais do Brasil, define felicidade como um "estado de contentamento e satisfação"; o Houaiss, outro célebre guia lexicográfico do país, diz que feliz é quem tem "desejos, aspirações e exigências atendidos ou realizados" — e não apenas quem é alegre.
É possível afirmar que, em geral, os brasileiros têm seus desejos atendidos?
A pergunta não tem resposta simples, mas esse cenário tende a ser mais comum em sociedades com estruturas mais sólidas, segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.
Como o ranking da felicidade é feito — e quais são suas limitações O estudo se baseia em uma única pergunta, feita a cerca de mil pessoas em cada país: "Imagine uma escada de 0 (pior vida possível) a 10 (melhor vida possível).
" A partir das respostas, os pesquisadores calculam uma média e, com base nela, ordenam 147 países.
Esse número, porém, leva em conta não só as respostas do ano em que a pesquisa foi fei