Feminicídios fora de casa batem recorde em SP e já representam mais de 40% dos casos
Essa proporção também aparece no primeiro bimestre deste ano, com 18 dos 57 feminicídios cometidos em espaço público.
A residência ainda é o local mais inseguro para as mulheres e concentra, em média, seis a cada dez feminicídios.
Contudo, os dados indicam uma escalada da violência contra as mulheres em espaços públicos.
Segundo especialistas em violência contra a mulher ouvidas pelo g1, ainda é cedo para cravar uma tendência, porém os números são um sinal de alerta e devem ser acompanhados ao longo dos próximos anos.
Violência contra mulher: como pedir ajuda O estado de São Paulo bateu recorde de feminicídios fora de casa no ano passado: 109 mulheres foram assassinadas no meio da rua, em comércios, no trabalho e até mesmo dentro de hospitais.
O número é equivalente a mais de 40, 3% do total de casos (270).
Essa proporção também é percebida no primeiro bimestre deste ano, com 24 dos 57 feminicídios cometidos em espaços públicos.
O levantamento do g1 foi realizado com dados disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) dos últimos nove anos.
Um dos episódios mais emblemáticos dos últimos meses foi o de Tainara Souza Santos que morreu após ser atropelada e arrastada por um ex-ficante na capital.
Neste ano, Simone Pereira de Oliveira também foi morta a facadas pelo ex em Osasco e Cibelle Monteiro Alves foi morta a tiros no trabalho, uma joalheria em São Bernardo do Campo .