Europa discute plano para reabrir Estreito de Ormuz após a guerra sem ajuda dos EUA, diz jornal
Europa discute plano para reabrir Estreito de Ormuz após a guerra sem ajuda dos EUA, diz jornal
14/04/2026 16h38 Atualizado 14/04/2026 Por que Trump decidiu bloquear o Estreito de Ormuz depois de tanto defender a abertura? A Europa está discutindo um plano para reabrir a navegação no Estreito de Ormuz, revelou o jornal The Wall Street Journal nesta terça-feira (14). A proposta seria colocada em prática após o fim da guerra no Irã e não teria participação dos Estados Unidos. O Estreito de Ormuz é uma rota marítima entre o Irã e a Península Arábica, por onde passa boa parte do petróleo mundial, além de fertilizantes. O Irã exerce forte controle sobre a região e bloqueou a passagem de navios após o início da guerra, pressionando a economia global. Segundo o WSJ, os planos dos países europeus incluem a formação de uma coalizão para enviar navios especializados na remoção de minas marítimas, além de outras embarcações militares, para garantir a segurança da travessia após um cessar-fogo. O presidente da França, Emmanuel Macron, confirmou a existência do plano e disse que ele não inclui países envolvidos diretamente no conflito. Segundo Macron, a ideia é criar uma missão internacional de caráter defensivo. Diplomatas ouvidos pelo Wall Street Journal afirmaram que os navios europeus não estariam sob comando dos EUA. A operação só ocorreria após garantias de que não haverá novos ataques e seria coordenada com países da região, como Irã e Omã. Ainda há divergências no plano. Diplomatas franceses avaliam que excluir os EUA tornaria a missão mais aceitável para o Irã. Já os britânicos temem que a medida irrite o presidente Donald Trump e limite o alcance da operação, segundo o jornal. Macron e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, vão se reunir com dezenas de países na sexta-feira (17) para discutir o tema. Os EUA não devem participar. China e Índia também foram convidadas, mas ainda não responderam. Embarcação no Estreito de Ormuz, ao largo da costa da província de Musandam, Omã, 12 de abril de 2026. — Foto: Reuters Uma das principais consequências da guerra