Falhas sistêmicas no INSS causaram prejuízo de R$ 233 milhões e travam análise de 1,7 milhão de processos
De acordo com uma nota técnica conjunta à qual a Globo News teve acesso, que abrange o período de dezembro de 2024 a fevereiro de 2026, as constantes indisponibilidades e instabilidades nos sistemas mantidos pela Dataprev causaram um impacto financeiro estimado em R$ 233, 2 milhões.
➡️Esse valor bilionário representa o custo da remuneração de servidores que, embora estivessem à disposição da administração, ficaram impedidos de trabalhar devido a falhas tecnológicas.
O documento foi publicado originalmente em 17 de março e, segundo pessoas ligadas ao instituto, as falhas apontadas afetam diretamente a velocidade de redução da chamada fila do INSS.
Esse entrave com a Dataprev teria sido um dos fatores que pesaram na demissão do ex-presidente do órgão, Gilberto Waller.
Ele deixou a função nessa segunda-feira (13), e foi substituído pela servidora de carreira Ana Cristina Silveira.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 O relatório evidencia que o problema tecnológico é um dos principais vilões no andamento das filas do INSS.
Durante os 15 meses analisados, aproximadamente 1, 75 milhão de processos deixaram de ser analisados em decorrência direta das falhas sistêmicas.
A paralisação das ferramentas de trabalho comprometeu cerca de 15, 72% da capacidade produtiva potencial do instituto no período.
Esse represamento contribui significativamente para o estoque de pedidos pendentes, que ao final de fevereiro de 2026, alcançou a marca de 3, 1 milhões de requerimentos aguardando análise.
Em nota, a Dataprev informa que "não teve acesso à nota técnica interna do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), datada em 17 de março, e de