Na Presidência do TSE, Nunes Marques vai defender higidez e credibilidade das urnas
O ministro do STF Kassio Nunes Marques — Foto: Rosinei Coutinho/STF Nunes Marques tem dito a interlocutores que, no comando da Justiça Eleitoral, fará pessoalmente a defesa das urnas eletrônicas, vai adotar medidas para tentar combater altos índices de abstenção, discutirá medidas para assegurar rapidez na derrubada de conteúdo com uso indevido de inteligência artificial e também para garantir maior participação dos povos indígenas no processo eleitoral.
Nunes Marques é o atual-vice-presidente do TSE e vai suceder a ministra Cármen Lúcia.
O ministro André Mendonça será eleito vice-presidente da Corte.
Pela tradição, a atual vice-presidente deve assumir o comando da Corte por ordem de antiguidade dos ministros do STF que ocupam cadeiras no Tribunal.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 Após a saída da ministra Cármen Lúcia do TSE, o ministro Dias Toffolli passará a ocupar a terceira cadeira relativa ao STF na Corte.
Os dois ministros que formarão o novo comando do TSE foram indicados para o STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que durante anos atacou sem provas o sistema eletrônico de votação, o que foi considerado pelo STF parte de uma ação para a tentativa de golpe em 2022.
Nunes Marques avalia, de forma reservada, que a defesa da integridade do sistema votação por ele dará maior credibilidade e terá maior impacto em setores do eleitorado, especialmente o ligado ao ex-presidente Bolsonaro.
O futuro presidente do TSE também planeja realizar uma força-tarefa junto aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para um pente-fino nas mais de 500 mil urnas – entre novas e antigas – que serão utilizadas nas eleições presidenciais de outubro deste an