CPI do Crime Organizado recebeu 4 anos de declarações de IR do Master e não concluiu análise; o que acontece agora
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizada, instalada em novembro do ano passado para apurar a atuação de organizações criminosas, levou em conta essas movimentações financeiras em seu relatório.
O parecer final do senador será apresentado e votado no último dia de trabalhos do colegiado.
Nele, Vieira pedirá que os órgãos de fiscalização, como a Polícia Federal, aprofundem as investigações sobre as transações do Banco Master (veja próximos passos abaixo) .
"A gente vai fazer constar do relatório toda informação a que a gente teve acesso.
Aquilo que a gente pôde analisar e documentar plenamente já vai ser apresentado para nossa análise.
Aquilo que a gente tem apenas como início de investigação, ou como dado relevante, vai ser referido com a demanda de que se apure mais adiante em maior detalhe", disse o senador.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 As declarações de imposto de renda do Banco Master listam centenas de pagamentos a empresas e pessoas físicas.
Em resposta, todas as empresas e pessoas ouvidas afirmaram ter prestado algum serviço à instituição financeira.
Pagamentos declarados pelo Banco Master entre 2022 e 2025 — Foto: Arte/g1 Do total de R$ 7, 3 bilhões, R$ 6, 7 bilhões foram repassados a empresas e R$ 584 milhões a pessoas físicas.
De acordo com os valores declarados pelo Master à Receita Federal, os rendimentos de pessoas jurídicas e físicas em aplicações financeiras feitas no banco somaram R$ 3, 3 bilhões.
Já os salários e pagamentos de Participação nos Lucros ou Resultados dos funcionários do Master resultaram em R$ 491 milhões .