Governador em exercício exonera presidente interino do Rioprevidência após recomendação do MP
Na semana passada, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro pediu o afastamento de Cardoso enquanto investiga aportes de R$ 118 milhões feitos pelo Rioprevidência em instituições financeiras não cadastradas.
À época das aplicações, Nicholas Cardoso ocupava o cargo de diretor de investimentos do fundo.
Os aportes ocorreram após vir à tona o escândalo envolvendo o Banco Master, que também recebeu recursos do Rioprevidência.
O governo do estado informou que já há substituto para o cargo: o procurador do estado Felipe Derbli de Carvalho Batista foi nomeado para a função.
Cardoso assumiu provisoriamente o cargo quando o então presidente, Deivis Antunes , foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e deixou a função .
O aporte de R$ 118 milhões em 3 fundos de investimentos geridos por instituições financeiras não cadastradas junto à autarquia, o que contraria normas do Conselho Monetário Nacional e do próprio Rioprevidência, foi mostrado em exclusividade pela Globo News.
O fundo estadual é responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários a 235 mil servidores do RJ e seus dependentes, como aposentadorias e pensões.
📱 Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça MPRJ pede afastamento do presidente interino do Rioprevidência As aplicações foram feitas no fim de dezembro do ano passado, quando Nicholas era o diretor de investimentos do Rioprevidência .
O credenciamento prévio das instituições antes que sejam feitos investimentos evita a exposição do fundo a fraudes, má gestão e prejuízos , de acordo com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
A Globo News teve acesso à ação do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaesf/MPRJ).