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Governador em exercício exonera presidente interino do Rioprevidência após recomendação do MP

Por Kevin Ribeiro • 13/04/2026 às 22:21
Governador em exercício exonera presidente interino do Rioprevidência após recomendação do MP

Na semana passada, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro pediu o afastamento de Cardoso enquanto investiga aportes de R$ 118 milhões feitos pelo Rioprevidência em instituições financeiras não cadastradas.

À época das aplicações, Nicholas Cardoso ocupava o cargo de diretor de investimentos do fundo.

Os aportes ocorreram após vir à tona o escândalo envolvendo o Banco Master, que também recebeu recursos do Rioprevidência.

O governo do estado informou que já há substituto para o cargo: o procurador do estado Felipe Derbli de Carvalho Batista foi nomeado para a função.

Cardoso assumiu provisoriamente o cargo quando o então presidente, Deivis Antunes , foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e deixou a função .

O aporte de R$ 118 milhões em 3 fundos de investimentos geridos por instituições financeiras não cadastradas junto à autarquia, o que contraria normas do Conselho Monetário Nacional e do próprio Rioprevidência, foi mostrado em exclusividade pela Globo News.

O fundo estadual é responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários a 235 mil servidores do RJ e seus dependentes, como aposentadorias e pensões.

📱 Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça MPRJ pede afastamento do presidente interino do Rioprevidência As aplicações foram feitas no fim de dezembro do ano passado, quando Nicholas era o diretor de investimentos do Rioprevidência .

O credenciamento prévio das instituições antes que sejam feitos investimentos evita a exposição do fundo a fraudes, má gestão e prejuízos , de acordo com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

A Globo News teve acesso à ação do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaesf/MPRJ).