Uber enfrenta novo julgamento por agressão sexual após indenização de US$ 8,5 milhões
Mande para o g1 O julgamento ocorrerá no tribunal federal de Charlotte, na Carolina do Norte, e deve durar cerca de três semanas.
O caso pode indicar se o veredicto recente de US$ 8, 5 milhões no Arizona foi um episódio isolado ou um sinal de problemas maiores para a Uber , que enfrenta mais de 3, 3 mil ações semelhantes reunidas no mesmo tribunal federal.
Os dois processos são tratados como casos “pioneiros” — ações usadas como referência para orientar o andamento do restante do litígio.
As decisões desses julgamentos podem ajudar a definir o valor das demais ações em eventuais acordos ou em uma solução coletiva.
No processo que será analisado agora, a autora — que não teve o nome divulgado — afirma que o episódio ocorreu em março de 2019, pouco antes das 2 h da manhã, ao chegar ao destino em Raleigh, na Carolina do Norte.
Segundo a ação, o motorista teria agarrado a parte interna de sua coxa e perguntado se poderia "ficar com ela".
Uber diz que não é “transportadora pública” A Uber , que já enfrentou outras controvérsias relacionadas à segurança, não nega que o episódio tenha ocorrido.
Nos documentos apresentados à Justiça, porém, a empresa afirma que atua como uma companhia de software, e não como uma "transportadora pública ", categoria que inclui serviços de táxi e que, pela lei da Carolina do Norte, tem obrigação legal de proteger passageiros.
A empresa também argumenta que os motoristas que usam a plataforma são contratados independentes.
Por esse motivo, segundo a defesa, a Uber não poderia ser responsabilizada pelas ações individuais desses pro