Pragmata é um jogo no estilo Sessão da Tarde — e isso é um elogio | Review
Envolto em mistérios e adiamentos, eu nunca soube muito bem o que esperar do jogo até jogar a demo — e o resto foi apenas empolgação até o lançamento.
Com o jogo em mãos, minhas expectativas foram atendidas, mas, ainda assim, fica aquele gostinho de quero mais e de ausência de um tempero menos clichê para uma história tão afetiva.
Foram três adiamentos até conseguir controlar Hugh, protagonista do game, na Lua, que foi totalmente colonizada por humanos e agora é um grande laboratório.
Com uma base lunar altamente tecnológica, alguns problemas técnicos surgem e a comunicação é cortada, e Hugh e seu grupo vão até o local para investigar o que aconteceu.
A apresentação do jogo é breve, rápida e oferece o que é preciso de contexto para ninguém se sentir perdido.
Logo, uma falha no sistema da IA que controla a base falha, o caos toma o local, toda a equipe de Hugh se perde e o protagonista cai em um fosso bem profundo.
No fundo do poço, a melhor coisa de Pragmata é apresentada: Diana, a Pragmata que nos acompanha durante toda a jornada.
O título do jogo se refere a um modelo de robôs altamente inteligentes que possuem respostas para os mistérios que cercam a trama — além de Diana ser o motivo do game oferecer sorrisos constantes e altas doses de fofura com a ótima dinâmica da personagem com Hugh e o laço profundo que se desenvolve de maneira rápida em uma situação de sobrevivência.
Suas abordagens são práticas; afinal, essa foi a programação que ela recebeu, mas a garota ganha certas camadas de personalidade com o convívio com Hugh e conforme conhece mais sobre a Terra.
Com Hugh e Diana juntos, a rota do game é muito clara e, talvez, um pouco clichê.
Resolver o problema de IDUS, estabelecer comunicação com a Terra e voltar ao planeta