Em meio a debate sobre o fim da escala 6x1, Banco Central vê ' crescimento modesto' da produtividade nos últimos anos
Em meio a debate sobre o fim da escala 6x1, Banco Central vê ' crescimento modesto' da produtividade nos últimos anos
Por Alexandro Martello , g1 — Brasília 12/04/2026 04h01 Atualizado 12/04/2026 O crescimento da produtividade do trabalho na economia brasileira nos últimos seis anos foi "modesto" e decorreu, sobretudo, de elementos como desempenho favorável da produtividade na agropecuária e realocação do emprego para atividades mais produtivas. Manifestantes protestam pelo fim da escala 6x1 com faixas e cartazes. — Foto: Cláudio Pinheiro / O Liberal A conclusão é do Banco Central (BC) e foi divulgada no relatório de política monetária no fim do mês passado, em meio ao debate sobre o fim da escala 6x1. "Quando se exclui a agropecuária, o desempenho da produtividade mostra-se ainda mais limitado: cresceu apenas 1,1% desde 2019 (média de 0,2% ao ano)", avaliou o Banco Central, ressaltando o impacto negativo de outros setores da economia. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em tese, sem ganhos de produtividade, a redução das horas trabalhadas pode elevar o custo de produção, pressionando margens das empresas e, em alguns casos, os preços — mas isso depende de outros fatores como concorrência, demanda e eficiência. Para o BC, a contribuição da produtividade para a redução dos custos do trabalho tem sido limitada. "A eventual persistência do avanço modesto da produtividade do trabalho, combinada às restrições ao crescimento da população ocupada – decorrentes da taxa de desocupação em patamar reduzido, da relativa estagnação da participação na força de trabalho e da desaceleração do crescimento da população em idade de trabalhar – poderia restringir o potencial de crescimento da economia. Nesse contexto, acelerações da demanda podem se traduzir em pressões inflacionárias", acrescentou o BC. Frentes parlamentares debatem escala 6X1 Uma das principais bandeiras de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na economia em sua busca pela reeleição no fim deste ano, a proposta de reduzir a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais sofre resistência do setor produtiv