Eleições no Peru: como crises políticas levaram país a ter uma ' economia zumbi'
Apesar da permanente instabilidade política e das constantes mudanças de presidente nos últimos anos, o país conseguiu manter suas contas públicas saneadas, atrair investimentos estrangeiros significativos, continuar crescendo e manter o valor da sua moeda.
A aparente impermeabilidade da sua economia e o vaivém da política peruana são admirados e invejados por outros países latino-americanos, castigados pelas turbulências financeiras.
E contribuíram para prolongar o relato de sucesso que o país começou a escrever no início deste século, quando reformas econômicas agressivas superaram sua grave crise e definiram as bases para décadas de expansão do PIB.
E, apesar dos seus indicadores positivos, os peruanos pagam um preço pela instabilidade política e pelas constantes mudanças de governo .
Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Esta questão de que a economia e a política do Peru andam por cordas separadas é uma meia verdade.
Existe um ponto a partir do qual a política afeta a economia", explica à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, o economista Armando Mendoza, do Centro Peruano de Estudos Sociais.
Para ele, o Peru possui há tempos "uma economia que caminha em piloto automático, em modo zumbi".
No domingo, os eleitores peruanos irão eleger seu novo presidente e o Congresso Nacional.
Segundo a última pesquisa divulgada pelo jornal peruano El Comercio, os dois favoritos para passarem ao segundo turno são Rafael López Aliaga, ex-prefeito de direita e conservador da capital, Lima; e Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, condenado por violações aos direitos humanos, e que tenta virar presidente h