Séries e TV Criador compara Os Testamentos com The Handmaid' s Tale: " Mundo mais bonito"3 min de leitura André Zuliani
Sob o comando de Bruce Miller e Warren Littlefield , a série se propõe a explorar o amadurecimento de novas protagonistas em um cenário político em transformação.
Com uma nova perspectiva e personagens mais jovens, o spin-off mostrará uma Gilead um pouco diferente da vista na série original.
Sobre a base criativa da nova história, Bruce Miller explicou em entrevista exclusiva ao Omelete que houve um cuidado para alinhar a cronologia com o que o público já acompanhou na TV.
Ele afirma que o livro é uma sequência da obra literária, mas "a série Os Testamentos, tanto quanto possível, é uma sequência da série de The Handmaid's Tale" .
Miller reconheceu que existem detalhes técnicos que mudam entre as mídias, como "as idades dos bebês e coisas assim" , e que a narrativa televisiva " se move em uma velocidade ligeiramente diferente" .
A ideia é que o espectador encontre um mundo que se sustenta por si só, situado três ou quatro anos após o fim da Gilead vista em O Conto da Aia .
A mudança na perspectiva é um dos pontos fundamentais ressaltados pelos produtores.
"Em vez do ponto de vista solo da June, agora temos várias mulheres jovens que sempre viveram em um mundo que tinha Gilead", destacou Littlefield.
Essas garotas começam a história em lugar privilegiado (filhas de Comandantes), mas a trama foca na transição para a realidade brutal do regime.
Segundo ele, a primeira temporada é definida como "um processo de descoberta para as personagens, um despertar para essas jovens mulheres" .
Visualmente, a nova série busca se distanciar do tom sombrio e claustrofóbico de sua antecessora.