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Mulher morta por PM: policial diz à Corregedoria que não prestou primeiros socorros porque só tinha uma gaze

Por Kevin Ribeiro • 10/04/2026 às 15:55
Mulher morta por PM: policial diz à Corregedoria que não prestou primeiros socorros porque só tinha uma gaze

Na ocasião, Thawanna e o marido, Luciano Gonçalvez dos Santos, caminhavam de mãos dadas pela Rua Edimundo Audran, uma via estreita, quando uma viatura da PM passou pelo local.

A confusão começou após Luciano ser atingido pelo retrovisor do carro.

Em seguida, a soldado Yasmin Cursino Ferreira, que estava no banco do passageiro, desceu da viatura e também passou a discutir com Thawanna.

Ela só foi socorrida cerca de 30 minutos depois, mas não resistiu aos ferimentos (leia mais abaixo) .

No depoimento, obtido pela TV Globo, Weden afirmou que, após o disparo, se aproximou de Thawanna para verificar se havia hemorragia.

Como não identificou sangramento intenso e disse ter apenas uma gaze disponível na viatura, não realizou os primeiros socorros.

O policial também declarou à Corregedoria que não portava taser porque o equipamento não estava disponível para todas as viaturas do batalhão.

Sobre a ausência de câmera corporal da colega Yasmin, ele afirmou que a policial era recém-formada e que os agentes da turma dela ainda não tinham acesso ao sistema.

Em relação ao esbarrão de Luciano na viatura, que deu início à confusão, Weden disse que não tentou desviar o veículo porque não acreditava que a viatura pudesse atingir Luciano.

Weden e Yasmin foram afastados da rua até a conclusão das investigações, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

O Ministério Público também instaurou um procedimento para investigar a morte de Thawanna .