Prefeitura quer romper contrato com concessionária do Vale do Anhangabaú
Segundo o prefeito Ricardo Nunes ( MDB ), a concessionária já foi notificada.
Desde que a área foi concedida à iniciativa privada, em 2021, a empresa foi multada 32 vezes, no valor de R$ 1, 5 milhão.
A reforma feita pela gestão Bruno Covas/Ricardo Nunes custou mais de R$ 105 milhões.
Nunes já trata a rescisão como certa e disse que o município tem buscado novos parceiros para assumir a concessão, que tem prazo contratual de 10 anos.
A reportagem entrou em contato com a concessionária Viva o Vale e aguarda retorno.
O anuncio do prefeito aconteceu depois que a concessionária instalou ilegalmente um estacionamento no local e entregou um projeto para criar 333 vagas de estacionamento no local (veja mais aqui).
"Eu já estive pessoalmente reunido com as pessoas que são responsáveis pela concessão, relatei que a gente não tá tendo uma relação que seja boa pra eles e pra Prefeitura de São Paulo.
Eles já foram notificados sobre a caducidade, esse processo já está em andamento, e a gente tem conversado com vários outros players pra poder assumir aqui, ou a prefeitura [vai] fazer a manutenção e a gestão", disse Nunes depois de ser questionado em entrevista coletiva.
Concessionária tem descumprido contrato de concessão do Vale do Anhangabaú desde o ano passado, dizem documentos Segundo a gestão Nunes, a Viva o Vale foi notificada no final de março sobre o processo de caducidade, termo jurídico para esse tipo de rescisão, e tem até 22 de abril para apresentação de defesa.
Os argumentos serão analisados pela Secretaria Municipal de Subprefeituras (Smsub), que vai discutir com outros órgãos técnicos