Oxigênio no vestiário e banho gelado: bastidores do Fla em Cusco
Mais do que o placar de 2 a 0 contra o Cusco FC na noite de quarta-feira, a boa atuação no estádio Garcilaso de la Vega deu ao clube a certeza de que a estratégia para a temida altitude funcionou.
+ Análise: Flamengo controla altitude e tem sua melhor estreia em Libertadores dos últimos anos Já há algum tempo é consenso na medicina esportiva que, para jogar em altitudes extremas, o ideal para times que não estão acostumados é chegar poucas horas antes da partida, de forma a minimizar os efeitos nos jogadores.
Mas o Flamengo chegou a Cusco com 22 horas de antecedência, dormiu na cidade e apostou em um hotel com quartos "pressurizados" (com tubulações que aumentam a entrada de oxigênio, de modo a minimizar a sensação de altitude em cerca de 1.
Léo Pereira e Evertton Araújo na chegada do Flamengo ao estádio — Foto: Gilvan de Souza / Flamengo Quem dormiu nesses quartos e conversou com o ge disse não ter sentido diferença.
Mas só o fato de ninguém ter passado mal antes ou durante a partida foi visto como um sucesso no Flamengo .
A avaliação interna é de que os jogadores responderam muito bem à estratégia, que também contou com cilindros de oxigênio no vestiário do estádio.
Toda ajuda é bem-vinda, eles (médicos) estudam e sabem melhor do que nós, a gente só obedece e tenta fazer o nosso melhor.
Acho que conseguimos nos comportar bem diante de todas as adversidades na altitude.
Estávamos bem concentrados e entramos sabendo o que tinha que fazer: um jogo inteligente, porque a altitude pesa em determinados momentos do jogo, ainda mais se você ficar