Policiais civis fingem ser defensores públicos para atrair foragidos e cumprir mandados de prisão, diz Defensoria
Neles, foragidos teriam sido enganados em uma espécie de armadilha .
Parte das ocorrências, de acordo com a Defensoria, aconteceu dentro de dependências da própria instituição.
Na terça-feira (7), a 1ª Vara da Fazenda Pública proibiu a prática e determinou que a Secretaria Estadual de Polícia Civil identifique os agentes envolvidos.
Em nota, a Defensoria Pública do RJ informou que abriu investigação interna para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos.
O órgão também reafirmou o compromisso com a legalidade e a confiança no sistema de Justiça (leia a íntegra da nota ao fim da reportagem).
📱 Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Veja os vídeos que estão em alta no g1 Muitas vezes, uma pessoa que responde por algum crime não tem condições de pagar a um advogado — nesses casos, a Defensoria Pública assume o processo e designa um defensor , que passa a acompanhar o andamento na Justiça.
De acordo com a Defensoria, policiais civis procuravam, no banco de dados de foragidos, quem recorreu à entidade para a defesa.
Esses agentes, segundo a denúncia, criaram perfis no Whats App com a identidade visual do órgão e disparavam mensagens para os números que constavam no processo.
Quando o foragido respondia, os falsos defensores marcavam uma reunião presencial para tratar de trâmites, e algumas aconteceram dentro da Defensoria — os policiais também teriam forjado identidades funcionais .
O procurado, então, era preso no momento que aparecesse no encontro.
Segundo o processo, ao menos 3 unidades policiais — da 19ª DP (Tijuca), da 66ª DP (Magé) e da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) — teriam recorri