Ciência Cientistas criam chip que suporta temperatura de até 700 ºCHá 12 minutos
Pesquisadores da University of Southern California (USC) descobriram acidentalmente um novo chip de memória com usos práticos em diferentes indústrias.
O componente se destaca por ser capaz de operar mesmo sob temperaturas extremamente altas .
A criação é dos cientistas Qiangfei Xia, Miao Hu e Ning Ge, que publicaram os resultados do estudo em um artigo na Science .
O resultado do projeto de pesquisa é um chip que suporta o trabalho em um ambiente de até 700ºC — temperatura maior até do que lava derretida.
Normalmente, esse tipo de componente de memória só consegue operar até 200ºC e, ao passar desse limite, começa a se degradar ou apresentar problemas elétricos de funcionamento.
O dispositivo é um memristor, chip que consegue ao mesmo tempo guardar dados e realizar tarefas computacionais .
Essa variante tem como elemento superior o tungstênio , metal que tem o maior ponto de fusão da categoria e era o padrão de lâmpadas incandescentes , além de um óxido de cerâmica e grafeno (outro material altamente resistente contra calor) nas demais camadas.
Um post compartilhado por Tec Mundo (@tecmundo) Nos testes dos pesquisadores, o chip aguentou uma exposição de 50 horas a 700ºC enquanto operava , mantendo um baixo consumo de energia e sem a mesma necessidade de técnicas de resfriamento que outros processadores parecidos.
Segundo os pesquisadores, a descoberta foi um acidente, assim como várias outros achados da ciência.
Eles estavam desenvolvendo novos componentes usando apenas o grafeno, mas perceberam que a reação do elemento com o tungstênio era bastante peculiar: os átomos deles se repeliam, sendo que a união deles em alta temperatura é justamente o que acaba causando o mal funcionamento dos equipamentos.
O memristor criado pelos cientistas da USC por enquanto é apenas um componente experimental, testado em lab