Como o Paquistão ajudou a mediar cessar-fogo entre EUA e Irã
— Foto: Reuters Nas horas que antecederam o anúncio do cessar-fogo de duas semanas entre Irã e Estados Unidos, surgiram sinais discretos de avanço nas negociações mediadas pelo Paquistão.
Falando sob anonimato, uma fonte paquistanesa disse à BBC que as negociações avançavam "em ritmo acelerado", com o Paquistão atuando como intermediário entre Irã e EUA .
Segundo essa fonte ouvida pela BBC, as negociações do lado paquistanês estavam concentradas em "um grupo muito restrito" e o clima era "sombrio e sério, mas ainda com esperança de que o desfecho seja uma cessação das hostilidades.
Nas últimas semanas, o Paquistão tem atuado como intermediário entre Irã e EUA, transmitindo mensagens entre os dois lados.
O país mantém uma relação histórica com o Irã, com quem compartilha fronteira, e frequentemente descreve o vínculo como "fraterno".
Em relação aos EUA, o presidente americano, Donald Trump , já se referiu ao chefe das Forças Armadas do Paquistão, marechal Asim Munir, como seu "marechal favorito", que conhece o Irã "melhor do que a maioria".
Em discurso no Parlamento na noite de terça-feira (7), o ministro das Relações Exteriores paquistanês, Ishaq Dar, afirmou: "Até ontem, estávamos muito otimistas de que as coisas avançavam em uma direção positiva", antes de Israel lançar um ataque contra o Irã na segunda-feira (6) e de o Irã atacar a Arábia Saudita.
Segundo ele, o Paquistão "ainda tentava administrar a situação da melhor forma possível".
Em declaração a autoridades militares na terça-feira, afirmou que o ataque à Arábia Saudita "prejudica esforços sinceros para resolver o conflito por meios pacíficos".
Foi uma das declarações mais duras feitas pelo Paquistão em relação ao Irã