Crise de energia por guerra com o Irã não será curta, diz União Europeia
Cerca de 8, 5% do gás natural liquefeito, 7% do petróleo e 40% do combustível do bloco passam pelo Estreito de Ormuz.
Irã bloqueou o Estreito de Ormuz durante o conflito, afetando o transporte de energia.
Cessar-fogo de duas semanas permitiu reabertura do estreito e queda nos preços do petróleo.
Bandeiras da União Europeia tremulam em frente à sede da Comissão Europeia, em Bruxelas.
— Foto: REUTERS/Yves Herman A crise de energia causada pela guerra envolvendo o Irã não terá vida curta, segundo afirmou uma porta-voz da Comissão Europeia nesta quarta-feira (8).
A porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonen disse à agência Reuters que cerca de 8, 5% do GNL (gás natural liquefeito) do bloco, 7% de seu petróleo e 40% de seu combustível de aviação e diesel viajam pelo Estreito de Ormuz, ao qual o Irã bloqueou o acesso durante a guerra.
"O que já podemos prever é que essa crise não será de curta duração", disse a porta-voz da UE.
"É um ponto de estrangulamento muito importante, obviamente.
Mande para o g1 Veja os vídeos que estão em alta no g1 Estreito reabre após cessar-fogo Na terça (7), Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo de cessar-fogo por duas semanas .
Em troca, o Irã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz, que voltou a registrar circulação de dezenas de embarcações nesta quarta , .
A trégua fez com o que o preço do petróleo despencasse, caindo para abaixo de US$ 100 por barril nesta quarta.