USP expulsa suspeito de estupro de moradia estudantil e o suspende das aulas por 120 dias
O processo administrativo disciplinar começou em outubro de 2024 e foi concluído apenas na semana passada.
O caso ocorreu nas dependências do Crusp, em setembro de 2024, pouco depois de outros dois episódios de violência sexual .
Na época, estudantes denunciaram falhas de segurança e problemas de iluminação no campus.
) Questionada sobre a demora na análise, a universidade afirmou que a Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP), responsável pelo acolhimento e acompanhamento de casos desse tipo, seguiu todos os ritos legais e prazos previstos, incluindo produção de provas, oitiva de testemunhas e requisição de documentos, para garantir o contraditório e a ampla defesa.
"É preciso haver muita cautela na condução desses processos, inclusive para que, em um cenário de judicialização, não se vislumbrem nulidades que comprometam a integridade do processo", disse a USP em nota.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 Após o período de suspensão, o estudante poderá solicitar o auxílio integral de R$ 885, destinado a alunos de graduação e pós-graduação em situação de vulnerabilidade socioeconômica, já que foi expulso da moradia estudantil.
Segundo a universidade, ele deverá passar pelo mesmo processo seletivo dos demais candidatos.
Em 19 de agosto de 2024, uma estudante da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP denunciou ter sido estuprada por outro aluno dentro do Crusp.
A denúncia também é apurada pela PRIP, por meio de processo administrativo disciplinar.