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Relator pede prorrogação da CPI do Crime Organizado por mais 60 dias Com apoio de 28 senadores, Alessandro Vieira tenta estender investigações em fase considerada ‘crítica’POR Vinícius Nunes| 06.04.2026 - 12h37

Por Kevin Ribeiro • 07/04/2026 às 11:29
Relator pede prorrogação da CPI do Crime Organizado por mais 60 dias Com apoio de 28 senadores, Alessandro Vieira tenta estender investigações em fase considerada ‘crítica’POR Vinícius Nunes| 06.04.2026 - 12h37

2026 - 12 h37 Com apoio de 28 senadores, Alessandro Vieira tenta estender investigações em fase considerada ‘crítica’ Com apoio de 28 senadores, Alessandro Vieira tenta estender investigações em fase considerada ‘crítica’ A poucos dias do prazo final para encerramento dos trabalhos, o relator da CPI do Crime Organizado no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), protocolou um pedido de prorrogação do colegiado por mais 60 dias.

O requerimento foi apresentado nesta segunda-feira 6 e já reúne 28 assinaturas – número suficiente para viabilizar sua tramitação.

A iniciativa ocorre em meio à avaliação de que a comissão chegou a um estágio decisivo das investigações.

Responsável por conduzir o relatório final, Vieira argumenta que ainda há um grande volume de dados a ser analisado, além da necessidade de aprofundar cruzamentos de informações e realizar oitivas consideradas essenciais.

Segundo o senador, o material reunido até aqui indica a atuação de organizações criminosas com estruturas sofisticadas, incluindo mecanismos complexos de lavagem de dinheiro e possível cooptação de agentes públicos e privados.

No pedido, ele sustenta que o avanço das apurações revelou conexões que extrapolam o crime tradicional e alcançam setores da economia formal.

“Ficou evidenciado que o crime organizado atua hoje com estruturas comparáveis a corporações transnacionais, dotadas de complexas redes de lavagem de capitais que se valem de brechas regulatórias e da cooptação de agentes públicos e privados nos mais altos níveis de poder”, afirma o relator.

A prorrogação também é defendida como necessária para dar continuidade à investigação sobre o chamado “ caso Master ”, apontado como um dos eixos mais sensíveis da CPI.

De acordo com o relator, os desdobramentos desse episódio expõem riscos sistêmicos e exigem análise mais detalhada.

O pedido de extensão ocorre em um contexto de dificuldades enfrentadas pela comissão nas últimas semanas.

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