The BRIEF‘Demissões são por baixo desempenho’: cientista diz que IA não está causando desemprego Há 8 minutos
Embora muita gente tenha medo da inteligência artificial roubar os empregos dos seres humanos, pode ser que isso não aconteça dessa forma.
Em um artigo publicado na Fortune , o professor e cientista emérito da Universidade de Nova York, Gary Marcus, indica que em grande parte do tempo a IA é uma jogada de marketing bem ensaiada.
Uma das vozes mais vocais a respeito da febre da inteligência artificial, Marcus aponta que nossa realidade é bem diferente do que muitos CEOs e empresas pintam.
Para ele, a matemática a respeito desse medo causado pelo desemprego não fecha totalmente e isso inclui as próprias empresas de IA.
O cientista cita a Anthropic como um exemplo clássico, principalmente após as declarações apocalípticas do CEO Dario Amodei de que a IA destruiria inúmeros empregos bem rentáveis.
Em contrapartida, a própria Anthropic não encontrou aumento sistemático do desemprego por conta do avanço da inteligência artificial generativa.
A realidade, segundo Gary Marcus, é que as empresas usam a IA como um tipo de controle de dano.
“Em muitos casos, a IA pode estar servindo como uma cortina de fumaça para encobrir demissões que, na verdade, são motivadas por baixo desempenho financeiro ou contratações excessivas no início do ano”, explica o especialista.
Além da questão das demissões em massa, Gary Marcus também não poupou palavras para criticar algumas declarações recentes, em especial sobre a inteligência artificial geral (AGI).
O professor entende que esse tipo de tecnologia ainda é “ficção científica”, mas as empresas a promovem para inflar o valor de suas ações.
As declarações de Gary Marcus indicam que embora a IA esteja evoluindo constantemente, ela ainda não é o bicho de sete cabeças que muita gente imagina.