MP-SP recua de ação contra Monark por fala sobre nazismo em podcast
A Promotoria de Direitos Humanos pedia uma indenização de R$ 4 milhões por danos morais coletivos devido às declarações, apontadas como antissemitas.
Para o Ministério Público, uma análise mais ampla do contexto do debate mostra que Monark não fez apologia ao nazismo nem defendeu o antissemitismo, mas expôs de forma considerada "equivocada" sua visão sobre os limites da liberdade de expressão.
Monark, apresentador do Flow Podcast — Foto: Reprodução/You Tube/Flow Podcast O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) recuou da ação civil pública movida contra o influenciador digital Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, após ele defender durante um programa ao vivo que o Brasil deveria ter um "partido nazista reconhecido pela lei".
"A esquerda radical tem muito mais espaço que a direita radical, na minha opinião.
Eu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido pela lei.
Se o cara quiser ser um antijudeu, eu acho que ele tinha direito de ser", afirmou Monark durante debate exibido pelo Flow Podcast em 2022.
As declarações geraram ampla repercussão à época, resultando no desligamento do influenciador do programa e em investigação policial .
MP-SP pede que Youtube retire do ar vídeo de Monark sobre nazismo e determina que Polícia Civil abra inquérito para apurar crime Em manifestação do último dia 31, o promotor Marcelo Otavio Camargo Ramos pediu que a ação seja julgada improcedente.