VIVIMUNDO

Politica Internacional Europa

Como região da Bolívia virou refúgio para o PCC e por que é difícil desmantelar facções criminosas no país

Por Kevin Ribeiro • 04/04/2026 às 16:07
Como região da Bolívia virou refúgio para o PCC e por que é difícil desmantelar facções criminosas no país

Tratava-se de Sebastián Marset, líder do chamado Primeiro Cartel Uruguaio (PCU), capturado enquanto dormia em sua casa na capital de Santa Cruz, considerada a cidade mais rica e elitizada da Bolívia.

Marset havia deixado Montevidéu, no Uruguai, em 2018 e, após passar pelo Paraguai e por Dubai, refugiou-se na Bolívia.

Durante o período em que viveu no país, chegou a usar uma identidade brasileira falsa para jogar na liga de futebol de Santa Cruz e cultivou vínculos com grupos criminosos poderosos como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em um vídeo publicado em suas redes sociais em outubro de 2025, ele apareceu fortemente armado ao lado de um grupo de pessoas encapuzadas e um símbolo do PCC, afirmando que estavam "preparados para fazer guerra com quem fosse".

Extraditado aos Estados Unidos — onde é investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro — no mesmo dia em que foi preso, Marset não foi o único alvo das autoridades policiais.

Veja os vídeos que estão em alta no g1 Dias após sua captura, o governo boliviano informou que cinco colombianos e dois equatorianos também foram detidos em Santa Cruz durante uma operação para desarticular organizações criminosas.

As prisões recentes refletem um padrão que tem consolidado a cidade como refúgio de lideranças do crime organizado, inclusive de facções brasileiras.

Em maio do ano passado, Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, foi preso durante uma operação conjunta das autoridades bolivianas e da Polícia Federal.

Ele foi identificado após tentar renovar sua identidade usando um documento falso.

Segundo o Ministério Público de São Paulo, Tuta era um dos principais coordenadores de um esquema internacional de lavagem de dinheiro v