Quem é Viktor Orbán, o aliado de Bolsonaro e Trump que corre o risco de perder a primeira eleição em 16 anos
O primeiro-ministro húngaro discursava em um comício eleitoral em Györ, no oeste da Hungria, em 27 de março, referindo-se aos manifestantes da oposição que gritavam "Fidesz imundo" durante seu discurso.
Por um instante, a imagem cuidadosamente cultivada de uma voz calma que guia seu país por mares tempestuosos foi destruída.
Seu acesso de raiva mostrou um lado diferente de um homem acostumado a fazer piadas e a encantar até mesmo seus críticos.
A maioria das pesquisas de opinião põe o partido de oposição Tisza e seu líder, Peter Magyar, muito à frente do Fidesz de Orbán — a mais recente com 58% contra 35%.
Orbán está fazendo tudo o que pode para diminuir a diferença.
Após 16 anos de governo praticamente incontestado, ele foi forçado a voltar à estrada.
Nas últimas três eleições, fez poucos comícios, mas, agora, o líder europeu que está há mais tempo tenta mobilizar seus apoiadores e alcançar os indecisos.
Orbán tem apenas uma semana para salvar seu governo e o movimento populista internacional que ele representa de uma derrota esmagadora.
No poder desde 2010, contou com o apoio tanto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quanto do líder da Rússia, Vladimir Putin.
É uma pedra no sapato da União Europeia há muito tempo e um dos poucos líderes do bloco que não apoia a Ucrânia.
Para o crescente grupo de partidos nacionalistas da Europa, no poder ou prestes a chegar ao poder, Orbán é um modelo.