Mansur: Neymar presente através de sua ausência no Maraca
No futebol, beleza é fundamental 03/04/2026 17 h11 Atualizado 03/04/2026 Qualquer debate em torno de Neymar precisa partir da premissa de que o atacante tem como objetivo real a Copa do Mundo.
Do contrário, estaríamos diante de uma enorme perda de tempo e energia.
E se, neste momento, Neymar é alguém em plena corrida contra o tempo para ainda convencer a comissão técnica da seleção brasileira de que pode jogar o Mundial, o cartão recebido na Vila Belmiro, no jogo contra o Remo, é desolador sob muitos aspectos.
E é justamente esta a dúvida que cerca Neymar: se ele é capaz de ser influente nas grandes ocasiões, em jogos que envolvam a elite.
O Remo merece todo o respeito, conquistou seu lugar na Série A do Brasileiro, mas a vida real nos faz crer que não é com dois bons passes contra o Remo, numa quinta-feira à noite na Vila Belmiro, que Neymar irá mudar a concepção de Ancelotti e seus pares.
Mas um clássico com o Flamengo, o elenco mais caro do país, num domingo à tarde no Maracanã, é o tipo de jogo capaz de, pelo menos, começar a construir uma visão diferente sobre as já remotas possibilidades de o atacante integrar o elenco brasileiro nos Estados Unidos.
Aos 40 min do 2º tempo - cartão amarelo de Neymar do Santos contra o Remo Mas Neymar, aos 34 anos, não conseguiu evitar um cartão amarelo num jogo que seu time vencia por 2 a 0.
Em dados momentos, é difícil explicar se é a frustração com o próprio desempenho, ou se é a necessidade de viver um permanente estado de conflito com árbitros e adversários, mesmo que estes tenham status infinitamente menor do que o dele.
As duas últimas delas foram seguidas, mas sem força excessiva: mas é difícil compreender a reação irada de Neymar, numa partida resolvida, colocando em risco a possibilidade de aparecer num grande clássico, num grande palco, onde teria a real chance de alterar percepções sobre seu potencial neste estágio da carr