Master comprou parte de carteiras de crédito podre na terça-feira de Carnaval e revendeu ao BRB na Quarta-Feira de Cinzas
No dia seguinte, Quarta-Feira de Cinzas, o ativo foi repassado ao BRB por R$ 251, 2 milhões.
Em depoimento, Vorcaro afirmou que não pagou nenhum real pelos títulos – mas eles foram revendidos ao banco estatal.
Ao longo do ano de 2025, o BRB tentou comprar o 58% das ações Banco Master por R$ 2 bilhões , mas a operação foi barrada pelo Banco Central , que liquidou o banco na mesma data em que prendeu o dono do Master, Daniel Vorcaro.
As transações estão destacadas em um relatório feito pelo grupo de trabalho do BRB criado para analisar as transações com o Banco Master.
O parecer, concluído em 19 de maio de 2025, chama a atenção ao fato da transação entre o Master e a Tirreno ter sido realizada em um feriado nacional, quando não há expediente bancário.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 “Essa operação, realizada em um dia não útil, suscita dúvidas quanto à regularidade do trâmite e à observância dos procedimentos operacionais usuais, o que pode demandar esclarecimentos adicionais ou documentação complementar para validação da legitimidade do processo", diz um trecho do parecer.
No dia seguinte, Quarta-Feira de Cinzas, o Banco Master revendeu a mesma carteira de crédito ao BRB por R$ 251, 2 milhões.
Na data da operação com o BRB, a carteira de crédito estava avaliada pelo Master em R$ 143, 8 milhões, o que indica que o ágio — valor a mais que o comprador aceita pagar esperando lucrar com os juros futuros embutidos nas parcelas — foi de R$ 107, 3 milhões.
Fachada de prédio do BRB — Foto: Reprodução/TV Globo Como mostrou o g1 , foi apenas em uma visita técnica realizada nos dias 29 e 30 de