30 anos de Resident Evil: medo, emoções e os videogames como criadores de memórias
Obviamente, eu não joguei o game no lançamento — eu tenho 25 anos —, mas tenho uma memória muito vívida do meu primeiro contato com a franquia e de diversos outros momentos em que a série de terror de sobrevivência da Capcom fez parte da minha vida.
Resident Evil é a minha franquia favorita dos videogames, disparado.
Cresci jogando cada um dos títulos ao longo de diversas gerações, muito por influência do meu pai.
Lembro da memória de chegar em casa, meu pai contar que tinha comprado jogo novo, colocar o disco e ligar o videogame.
Logo, surgia a intro clássica do Play Station 1, acompanhada da também clássica intro da Capcom, cheia de cubos que se ligam ao som de uma música muito aguda.
Então, vem a tela inicial de Resident Evil 1 com Chris nos corredores da Mansão Spencer e algo monstruoso ataca ele por trás.
Tanto a introdução de RE1 quanto a chegada de Leon no posto de gasolina salvando Claire dos zumbis em RE2, ou a cena do Nemesis matando o Brad no começo de RE3, são memórias da minha infância — a maioria desses momentos eu estava ao lado do meu pai e com uma revista com um detonado dos quatro primeiros jogos.
O Play Station 1 foi minha introdução aos games, mas no PS2 eu me apaixonei por videogame e por Resident Evil.
A felicidade de ter comprado meu PS2, chegar em casa, ligá-lo e colocar Resident Evil 4.
Aquele foi um momento tão mágico quanto os anteriores, mas com gráficos melhores e uma violência mais visual.
Minha mãe não gostava muito da ideia de eu jogar algo tão violento quanto RE4 e me proibiu.