STF recebe inquérito que apura suposta perseguição de Tanure, investigado no caso Master, a investidor
Tanure se notabilizou por reestruturar grandes empresas em crise nos setores de energia, telecomunicações, petróleo, saúde, infraestrutura e mídia.
Ele foi alvo de busca e apreensão na segunda fase da Operação Compliance Zero , em janeiro, suspeito de envolvimento nas fraudes do Master e de ser sócio oculto do banco.
O gestor de fundos de investimento que acusa Nelson Tanure de coação e perseguição é Vladimir Timerman , fundador da Esh Capital.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 Timerman prestou depoimento à CPI do Crime Organizado, no Senado, no dia 18 deste mês e repetiu a acusação que vem fazendo desde 2023 — de que Tanure é dono oculto do Master.
O gestor da Esh diz que, por meio de sua atuação no mercado, reuniu evidências contra Tanure muito antes de o empresário entrar na mira das autoridades .
Nelson Tanure nega que seja "sócio, controlador ou beneficiário" do Master e sustenta que Timerman não tem credibilidade ( leia os posicionamentos aqui ).
O envio do inquérito da Justiça Federal em São Paulo para o STF é mais um capítulo de uma longa disputa que Timerman e Tanure travam na Justiça, com acusações mútuas.
A novidade é que agora o relator do caso Master, o ministro André Mendonça , deve decidir se esse inquérito sobre supostas ameaças vai se juntar aos demais que já tramitam no STF com a finalidade de apurar o esquema criminoso montado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro e por seus aliados.
O argumento de Timerman para que o inquérito subisse para o Supremo foi o de que ele sofreu ameaças semelhantes às que a "Turma" de Vorcaro fazia com outras pessoas que atrapalhavam os interess