Contas públicas têm déficit de R$ 16,4 bilhões em fevereiro; dívida sobe para 79,2% do PIB
Contas públicas têm déficit de R$ 16, 4 bilhões em fevereiro; dívida sobe para 79, 2% do PIB Por Alexandro Martello , g1 — Brasília 31/03/2026 09 h09 Atualizado 31/03/2026 As contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 16, 4 bilhões em fevereiro, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (31).
🔎 O déficit primário ocorre quando as receitas com tributos e impostos ficam abaixo das despesas do governo.
Se o contrário acontece, o resultado é de superávit primário.
🔎O resultado não leva em conta o pagamento dos juros da dívida pública, e abrange o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais.
Na comparação com fevereiro do ano passado, houve pequena melhora, uma vez, que o saldo negativo, no segundo mês de 2025, foi de R$ 19 bilhões (sem correção pela inflação).
Veja os vídeos que estão em alta no g1 Veja abaixo o desempenho que levou ao déficit das contas em fevereiro deste ano: governo federal registrou saldo negativo de R$ 29, 5 bilhões; estados e municípios tiveram saldo superavitário de R$ 13, 7 bilhão; empresas estatais apresentaram déficit de R$ 568 milhões.
Foto aérea mostra a Esplanada dos Ministérios com o Congresso ao fundo — Foto: Ana Volpe/Agência Senado No acumulado dos dois primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, as contas do governo registraram um superávit primário de R$ 87, 3 bilhões — o equivalente a 4, 23% do Produto Interno Bruto (PIB).
Com isso, houve relativa estabilidade na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foi registrado um saldo positivo de R$ 85, 1 bilhões (4, 36% do PIB).
No caso somente do governo federal, o resultado ficou positivo em R$ 57, 8 bilhões na parcial deste ano, informou o BC, contra um superávit de R$ 54, 6 bilhões nos dois primeiros meses de 2025.
Para este ano, a meta é de que as contas do governo tenham um saldo positivo de 0, 25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34, 3 bilhões.
De acordo com o arcabouço fiscal, aprovado em 2023, há um intervalo de tolerância de 0, 25 ponto percentual em relação à meta central.