The BRIEFO PM com IA: a nova era da gestão de produtos Há 14 minutos
Existe um ritual silencioso que acontece na maioria das empresas de tecnologia do mundo.
Começa com um objetivo de negócio: crescer receita, reduzir churn, aumentar conversão.
Esse objetivo se desdobra em métricas de produto: engajamento, NPS, time-to-value.
As hipóteses entram em um processo de discovery: entrevistas com usuários, análise de dados, benchmarks, mapeamento de jornada.
Essas hipóteses se transformam em PRDs, documentos detalhados onde o Product Manager especifica o que precisa ser construído.
E, em algum ponto desse caminho, meses depois do ponto de partida, uma primeira versão da solução chega ao usuário.
É um processo rigoroso, inteligente e, ao mesmo tempo, lento por natureza.
À medida que as empresas cresceram, cada etapa foi sendo dividida em sub-etapas, cada sub-etapa ganhou um especialista, e o resultado foi uma cadeia de dependências que pode levar semanas ou meses para mover uma ideia do problema ao usuário.
A pergunta que tenho feito com crescente frequência é: o que acontece com esse ritual quando a IA generativa entra em cena não como ferramenta de apoio, mas como parte estrutural do fluxo?
O funil de desenvolvimento de produto existe por boas razões.
Ele força clareza de propósito, alinhamento entre áreas e, principalmente, reduz o desperdício de construir a coisa errada.