Kingdom Hearts: A magia de ser criança e a saudade das mídias físicas
Logo, virei para minha prateleira e peguei a minha cópia física da primeira versão do primeiro game da série e fui tomado por memórias de quando joguei o game pela primeira vez.
Na época, eu devia ter uns 10 anos de idade, no máximo, e não consegui sair de Destiny Islands sem um guia; afinal, eu ainda não falava inglês e não tinha entendido absolutamente nada do que estava acontecendo.
Em Traverse Town, entendi as coisas ainda menos e apenas decidi largar o jogo.
Anos depois, voltei; agora entendendo um pouco mais de inglês e consegui ir do começo ao fim de Kingdom Hearts em uma das jornadas mais encantadoras dos videogames.
E sempre que paro para pensar em Kingdom Hearts 1, esboço um sorriso e lembro com ternura de cada minuto do jogo — até mesmo a surra estarrecedora que tomei na primeira tentativa de derrotar Sephiroth na batalha secreta.
Logo, eu relembro todos os momentos mágicos que o jogo me proporcionou.
Apesar da narrativa confusa, toda a jornada construída sobre amizade, amor e superação que pode parecer clichê em diversos momentos, me alegra e me faz lembrar da magia de ser criança.
No entanto, desta vez, esse sorriso e esses sentimentos surgiram de novo quando olhei para a mídia física do game.
Junto deles veio uma sensação de inconformidade de como o comportamento no consumo de videogames mudou, principalmente em relação às mídias físicas.
A edição japonesa de Kingdom Hearts que tenho hoje não é a que joguei na minha infância, mas é um achado de lojas retrô.
Nela, além do disco, vem um pequeno manual de controles e mecânicas, um livreto com um guia sobre alguns personagens e um olhar aprofundado nas mecânicas — e uma propaganda de Final Fantasy 11 Online, lembra dele?