Séries e TV Paradise: Leia a crítica da segunda temporada da série
Com uma trama criativa e envolvente, a série criada por Dan Fogelman subverteu expectativas já no primeiro episódio e nos apresentou um mundo muito mais complexo do que o sugerido anteriormente, com trailers e sinopses.
O que parecia ser mais um "quem matou" envolvendo política e teorias conspiratórias se transformou em uma trama pós-apocalíptica que não se baseava apenas na ficção científica como apoio, mas em muito coração — afinal, Fogelman também é o criador do dramalhão This Is Us — e reviravoltas.
Por isso, chega a ser estranho que Paradise tenha uma segunda temporada tão simplista.
É necessário dizer, contudo, que o rótulo de simplista se deve principalmente às ambições que a própria série nos apresentou ao longo de toda a sua segunda temporada.
Desde os primeiros episódios era nítida a inclinação para uma narrativa sci-fi, com as visões de Xavier ( Sterling K.
Brown ) e Link ( Thomas Doherty ) se cruzando mesmo que ambos nunca tenham se visto.
Mais para a frente, a "previsão" de que Jane ( Nicole Brydon Bloom ) seria uma assassina desde antes de seu nascimento consolidou o pensamento de que Paradise é muito mais do que aparentava ser.
Mas tanto o lado sci-fi quanto o lado dramático ocasionaram soluções simples demais.
Talvez para não cair na armadinha da autoexplicação exagerada, Fogelman e seu time de roteiristas foram para o caminho da suspensão da descrença.
O avião de Xavier cai próximo a Graceland, onde Annie ( Shailane Woodley ) se abrigou durante o Apocalipse?
Xavier chega em Atlanta e dá de cara com o carteiro que salvou sua mulher?