Frieren e as coisas que só vemos quando desaceleramos
Mas a pressa é justamente a maior inimiga da obra que nos ensina a valorizar aquilo que vemos apenas quando desaceleramos.
Em um momento tão acelerado do mundo em que tudo está tão “tiktokizado”, onde vídeos curtos e vazios — e muitas vezes rasos — são valorizados, Frieren é uma obra que vai justamente contra tudo isso e nos faz aproveitar mais os breves e singelos momentos da vida.
Normalmente, jornadas de RPG precisam ser homéricas; você tem que derrotar o deus do universo para salvar o mundo, mas a construção dessa aventura faz a diferença.
Ir até o Além é um destino gigantesco e muito nobre, principalmente para rever alguém que amou no passado, como no caso de Frieren e Himmel.
Com um destino tão grandioso, o brilho da obra está nas pequenas coisas.
A recompensa das missões de Frieren, Fern e Stark muitas vezes é algo simples e trivial — como a recompensa de Fern por alcançar a patente de mago de nível um ser um feitiço que deixa roupas limpas.
A cada vilarejo visitado, cada recompensa coletada, cada feitiço “bobo” aprendido, o grupo demonstra a felicidade dos momentos simples.
É comum vermos Stark brincando com crianças assim que pisa em uma nova vila, Fern observando uma paisagem ou sendo a “mãezona” do grupo e cuidando de Frieren, enquanto a elfa se perde e gasta todo o dinheiro do grupo em itens mágicos ou apenas aproveita um banho em uma fonte térmica.
No último episódio lançado nesta sexta-feira (27), vemos que nem sempre a calmaria é uma opção, e o grupo precisa enfrentar um ágil e poderoso lobo mágico.
Entretanto, mesmo nos momentos acelerados, há uma calma que se faz presente devido à profunda confiança qu