Pagar bônus de performance a policiais reduziu crimes no Rio
O valor pago era o mesmo para todos os policiais da respectiva Área Integrada de Segurança Pública (AISP), independente da patente, tempo no cargo ou se militar ou civil.
O bônus semestral, que variou ao longo do programa, ficava entre 500 a 4 mil dólares – ou até R$ 13 mil época –, quando um policial militar em início de carreira ganhava cerca de mil dólares por mês.
A pesquisa concluiu que, quando a meta estabelecida para redução de crimes no semestre ainda era alcançável e, portanto, os policiais estavam motivados para tentar receber o bônus, havia uma queda no registro dos três crimes monitorados – da ordem de 6, 9% de mortes violentas, 6, 3% de roubos de veículos e 8, 5% de roubos de rua, comparado com a média.
Os pesquisadores também identificaram, nas áreas elegíveis para o bônus, uma redução de crimes não incluídos nas metas do programa, como tentativa de homicídio e roubos de carga e de residência – um efeito indireto do maior esforço dos policiais.
Formatura de PMs do Rio no Cefap — Foto: Philippe Lima/Divulgação O pagamento de bônus financeiros vinculados a performance na administração pública é uma prática testada e estudada na educação, mas poderia ser útil também para a segurança, principal preocupação dos brasileiros?
Um estudo publicado no início de março no Journal of Policy Analysis and Management, feito por cinco pesquisadores brasileiros, analisou uma política pública de segurança no estado do Rio de Janeiro de 2009 a 2015 que pagou bônus financeiros aos policiais militares e civis de áreas que cumprissem metas semestrais da redução de três crimes: mortes violentas, ro