MPF denuncia ex-presidente do Rioprevidência e mais três por suspeita de obstrução à Justiça
Entre os denunciados está Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, e apontado como responsável por mandar desligar câmeras do prédio onde mora e retirar do local pastas e malas.
Quando a Polícia Federal chegou ao apartamento em que Deivis reside não encontrou documentos do Rioprevidência.
De acordo com a denúncia, houve divisão de tarefas e atuação coordenada entre os envolvidos.
Também foram denunciados: Rodrigo Schmitz - Empresário, que segundo o MPF, transportou objetos para outro apartamento no mesmo prédio a pedido de Deivis Bruno Elias Hins - Responsável pela empresa de segurança que presta serviços no prédio onde Deivis mora.
Aroldo Morais Elliot - motorista de Deivis e responsável por levar um Porsche para Santa Catarina.
O MPF pediu a condenação dos quatro denunciados e o pagamento de uma indenização mínima de R$ 660 mil, além da perda de bens ligados ao caso.
Em 15 de janeiro de 2026, as câmeras do prédio onde mora Deivis Marcon Antunes foram desligadas por cerca de 30 minutos.
Em depoimento à PF, o porteiro confirmou que Deivis, síndico do prédio, ligou para ele pouco antes das 11 h pedindo que desligasse as câmeras.
Durante este período em que malas, caixas e documentos foram retirados do apartamento de Deivis.
Ele é investigado pelos investimentos de R$ 970 milhões do Rioprevidência em letras financeiras do Banco Master.
Depoimentos de funcionários reforçaram que, na noite daquele dia, houve intensa movimentação no prédio.