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Marathon brilha em momentos específicos, mas quase ninguém vai ver isso | Review

Por Kevin Ribeiro • 27/03/2026 às 17:11
Marathon brilha em momentos específicos, mas quase ninguém vai ver isso | Review

Aliás, tempo é um conceito importante para se levar em conta na hora de analisar Marathon, novo shooter de extração da Bungie que, desde sua revelação, divide opiniões dentro da comunidade.

Com mais de 50 horas jogadas, fica claro que o título tem qualidades inegáveis, mas também carrega problemas estruturais que limitam drasticamente seu apelo.

Como já mencionei desde minhas primeiras impressões do jogo, publicadas logo após o teste de pré-lançamento, as marés nunca foram favoráveis para Marathon, e o gameplay mostrado em 2025 não impressionou tecnicamente, com gráficos aquém do esperado, apesar de um estilo artístico marcante.

Mais do que isso, a decisão de apostar em um shooter de extração colocou o jogo em rota de colisão com o público da própria Bungie.

Acostumados com a estrutura Pv E de Destiny, muitos jogadores não abraçaram bem a ideia de um sistema onde perder todo o equipamento em um confronto Pv P faz parte da experiência.

Marathon é um shooter de extração com perspectiva em primeira pessoa baseado no jogo de mesmo nome lançado em 1994.

Com uma estética futurista muito particular, o game coloca o jogador no controle de Corredores, corpos artificiais que exploram as ruínas da colônia estelar de Tau Ceti IV, planeta para onde a nave UESC Marathon rumou mais de cem anos antes do momento atual da cronologia.

Mas a história, assim como em Destiny, representa pouco do que realmente é oferecido ao jogador.

É claro que você pode se debruçar sobre os milhares de pequenos arquivos de texto presentes no códice e obter uma compreensão geral sobre tudo o que é mostrado nesse universo, mas sabemos que nem mesmo quem se apaixonou pelo título dará tanta importância para o background do que realmente é a experiência do jogo.