Funcionário da Fazenda de SP tinha ' manual de ocultação de bens', diz MP
Ao menos 16 servidores das delegacias regionais fazendárias são alvo dos promotores.
Com eles, foram apreendidas grande quantidade de dinheiro em espécie e relógios avaliados em até R$ 1 milhão .
A prova mais surpreendente, segundo os investigadores, foi um arquivo encontrado na conta do Google de um dos fiscais presos anteriormente na chamada Operação Ícaro , Marcelo de Almeida Gouveia, intitulado “Instruções para fazer inventário”.
O documento puxou o fio da meada que resultou na operação dessa quinta-feira (26).
De acordo com os promotores, longe de ser um manual comum, o arquivo funcionava como um guia para lavagem de dinheiro da quadrilha.
O objetivo era garantir que o patrimônio obtido por meio de propina fosse mantido em “absoluto segredo” e pudesse ser acessado pelos beneficiários do esquema.
O manual indica que a propina era convertida em criptomoedas, como bitcoins, e mantida em carteiras de autocustódia.
Isso significa que, diferentemente de bancos, os valores ficavam em “carteiras frias” — dispositivos físicos semelhantes a pen drives, que não se conectam à internet e funcionam como cofres digitais, à prova de interceptação remota.
Para acessar esses recursos, o manual trazia instruções sobre o uso de “seed phrases” (frases de recuperação), códigos que costumam ser anotados em papel ou escondidos em objetos aparentemente inofensivos para evitar o bloqueio de bens e valores pela Justiça.
Apreensão de dinheiro vivo em alvos da 'Operação Fisco Paralelo', do Ministério Público de São Paulo, que tem funcionários do governo de São Paulo como al