Minha Série O que é real e ficção em Emergência Radioativa? Confira mudanças feitas pela série Há 6 minutos
Confira mudanças feitas pela série Baseada em uma tragédia real, a série da Netflix fez algumas mudanças para tornar seu roteiro mais ágil.
Lançada pela Netflix no dia 18 de março, a série Emergência Radioativa usa a ficção para recriar uma história que deixa até hoje marcas na cidade de Goiânia e seus habitantes.
Em 1987, o Césio-137 retirado de uma máquina de radiografia descartada de forma inadequada deixou quatro pessoas mortas e fez com que quase 100 mil tivessem que passar por exames.
Além de deixar marcas permanentes em muitos sobreviventes, o evento também resultou na destruição de casas e no armazenamento de toneladas de materiais contaminados.
Mas o quanto da tragédia mostrada pelo streaming é real, e quais desvios a trama faz para aumentar o impacto de sua mensagem?
Apesar de se tratar de uma ficção, Emergência Radioativa é bastante fiel à ordem dos acontecimentos que começam em setembro de 1987 na cidade de Goiânia.
Ao Diário do Nordeste, o ator Johnny Massaro (Márcio) afirmou que a série tem como objetivo fazer um resgate histórico de um momento grave que foi esquecido por muitas pessoas.
Emergência Radioativa também se desvia da realidade ao reduzir muito a quantidade de profissionais responsáveis por lidar com a tragédia — o que, em contrapartida, permite que seus personagens tenham maior peso dramático.
No entanto, a maior mudança da série é de ambientação: embora a tragédia tenha acontecido em Goiânia, as gravações foram realizadas na região da grande São Paulo, em Osasco e Santo André.
A mudança de cenário provou a indignação de muitas vítimas do Césio-137, que se sentiram desrespeitadas pela produção .
Elas afirmam que equipes da Netflix chegaram a visitar locais reais relacionados à tragédia, mas nunca buscaram pelo contato da associação que representa os sobreviventes .