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PF aponta que Grupo Fictor e Comando Vermelho usavam a mesma estrutura para lavar dinheiro e fraudar bancos

Por Kevin Ribeiro • 26/03/2026 às 23:34
PF aponta que Grupo Fictor e Comando Vermelho usavam a mesma estrutura para lavar dinheiro e fraudar bancos

A estrutura envolvia pagamentos cruzados, contabilidade fraudada e participação de gerentes que inseriam dados falsos em sistemas de bancos.

A Operação Fallax tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além de crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

Polícia Federal prende 14 pessoas em operação contra fraudes bancárias e lavagem de dinheiro Uma investigação da Polícia Federal aponta que o Grupo Fictor e células da facção criminosa Comando Vermelho (CV) utilizavam o mesmo esquema de lavagem de dinheiro, baseado em empresas de fachada, movimentações simuladas e cooptação de funcionários de bancos.

A operação, batizada de Fallax, foi deflagrada na quarta-feira (25) em três estados e investiga fraudes que podem ultrapassar R$ 500 milhões.

O CEO da Fictor, Rafael de Gois, foi um dos alvos de busca e apreensão.

Em 17 de novembro do ano passado, a Fictor anunciou a compra do Banco Master, envolvendo investidores árabes e um aporte de R$ 3 bilhões , poucas horas antes de o Banco Central ter anunciado a liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro.

Após a liquidação do banco, a Fictor enfrentou uma crise reputacional, resultando em resgates de cerca de R$ 2 bilhões por investidores, o que levou ao pedido de recuperação judicial das empresas Fictor Holding e Fictor Invest, pertencentes ao grupo.

Segundo a PF, as investigações começaram em 2024, quando foram identificados indícios de um sistema profissional de fraude bancária e lavagem de capitais desenvolvido por uma organização criminosa com ramificações no setor financeiro e conexão com o crime organizado do R