Espanhola de 25 anos morre após ter eutanásia autorizada, diz jornal
O procedimento foi realizado depois de um longo processo de avaliação médica e disputas judiciais que se estenderam por cerca de 601 dias.
LEIA MAIS: Em quais países a eutanásia é permitida — e por que o Brasil a proíbe A jovem vivia com paraplegia e dor crônica desde 2022, após uma queda de grande altura, e apresentava um quadro de sofrimento físico e psicológico considerado grave por especialistas.
A condição foi avaliada por uma comissão independente, que concluiu que ela atendia aos critérios previstos na legislação espanhola para a eutanásia.
Veja os vídeos que estão em alta no g1 Disputa familiar levou caso aos tribunais A autorização para o procedimento não foi imediata.
O pai da jovem tentou barrar a decisão judicialmente, sob o argumento de que ela não teria condições psicológicas de decidir sobre a própria morte.
A contestação levou o caso a diferentes instâncias da Justiça espanhola, incluindo tribunais superiores e até cortes europeias.
Ainda assim, as decisões mantiveram o entendimento de que a jovem atendia aos critérios legais para a eutanásia.
Segundo a mídia espanhola, pareceres técnicos indicaram que ela apresentava um quadro clínico irreversível, com dependência funcional importante, dor contínua e sofrimento considerado incapacitante —elementos exigidos pela legislação do país.
Histórico de sofrimento físico e psicológico Além das limitações físicas, o caso reúne um histórico complexo de sofrimento psicológico.
Ainda de acordo com a mídia espanhola, antes da lesão que a deixou paraplégica, a jovem já havia passado por episódios de violência e por atendimentos em serviços de saúde mental.
Após a lesão, o quadro se agravou com dores persistentes, dificul