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Inelegível pelo TSE, Castro ainda pode disputar o Senado? Entenda os recursos possíveis

Por Kevin Ribeiro • 26/03/2026 às 07:44
Inelegível pelo TSE, Castro ainda pode disputar o Senado? Entenda os recursos possíveis

Entenda os recursos possíveis 26/03/2026 00 h01 Atualizado 26/03/2026 Cláudio Castro foi declarado inelegível por oito anos pelo TSE nesta terça-feira (24).

O ex-governador do Rio de Janeiro foi condenado por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Especialistas em direito eleitoral afirmam que, sem uma decisão favorável que suspenda a inelegibilidade, a Justiça Eleitoral deve seguir o entendimento do TSE e indeferir um eventual pedido de registro de candidatura.

Ainda assim, há caminhos jurídicos para contestar a condenação e tentar viabilizar uma candidatura ao Senado em 2026.

O ex-governador Cláudio Castro (PL) — Foto: Agência Brasil Declarado inelegível por oito anos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (24), por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL-RJ), afirmou que vai recorrer da decisão.

Até então pré-candidato ao Senado, ele ainda pode disputar a vaga caso obtenha efeito suspensivo da condenação — e, mesmo com essa medida, concorreria sub judice, enquanto o processo estiver em análise.

Especialistas em direito eleitoral ouvidos pelo g1 afirmam que, sem uma decisão favorável que suspenda a inelegibilidade, a Justiça Eleitoral deve seguir o entendimento do TSE e indeferir um eventual pedido de registro de candidatura.

De acordo com o professor e ex-juiz eleitoral Marcus Elidius, eventuais recursos apresentados pela defesa de Castro não suspendem automaticamente os efeitos da inelegibilidade.

Para afastá-la, seria necessário obter uma decisão judicial específica com efeito suspensivo .

“O primeiro recurso a ser interposto deve ser o embargo de declaração ao próprio TSE, com o objetivo de esclarecer pontos da decisão.

Após o julgamento desses embargos, ainda caberá recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal”, afirma Elidius.