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O que o governo Trump alegou para ser contra classificar tráfico de escravizados como crime hediondo na ONU?

Por Kevin Ribeiro • 26/03/2026 às 07:38
O que o governo Trump alegou para ser contra classificar tráfico de escravizados como crime hediondo na ONU?

Por Otávio Preto , G1 — São Paulo 26/03/2026 03 h00 Atualizado 26/03/2026 Resolução foi aprovada por 123 países.

Apenas três — Estados Unidos, Israel e Argentina — votaram contra.

Outros 52, entre eles Reino Unido, Portugal e Espanha, se abstiveram.

O representante do governo Trump também classificou a proposta como "cínica", argumentando que ela usaria injustiças históricas para justificar a realocação de recursos modernos a "pessoas e nações que têm pouca relação com as vítimas históricas".

A resolução ocorreu em sessão especial da assembleia da ONU para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Escravos, todo 25 de março.

O presidente de Gana, John Dramani Mahama, discursa na Assembleia Geral da ONU durante sessão para votação de resolução que considera o tráfico de escravizados africanos como o pior crime da humanidade, em 25 de março de 2026.

— Foto: Jeenah Moon/ Reuters "Não reconhecemos o direito à reparação por injustiças que não eram ilegais quando aconteceram.

" Essa foi a fala do vice-embaixador dos EUA, Dan Negrea, antes da votação na Organização das Nações Unidas (ONU) que reconheceu o tráfico transatlântico de africanos como um dos crimes mais graves contra a humanidade , nesta quarta-feira (25).

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Tanto a União Europeia quanto os Estados Unidos manifestaram preocupação com o fato de a resolução poder implicar uma hierarquia entre crimes contra a humanidade, tratando alguns como mais g