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The BRIEFO vibe coding é o espelho da colonização da inteligência artificial Há 3 minutos

Por Kevin Ribeiro • 25/03/2026 às 21:05
The BRIEFO vibe coding é o espelho da colonização da inteligência artificial Há 3 minutos

Em fevereiro do ano passado, Andrej Karpathy, que passou por Tesla, Open AI e Google, chamou de “vibe coding” uma forma de programar com IA sem ler o código gerado: aceitar tudo, colar erros no chat até sumir, guiado pela intuição e pelo resultado imediato.

Nas palavras dele: “It's not really coding — I just see stuff, say stuff, run stuff, and copy-paste stuff, and it mostly works”.

Não era manifesto, nem provocação, era um cara contando como usava IA para codar nos fins de semana.

Hoje, CEOs e C-levels do mundo inteiro colocam “vibe coding” no Linked In e isso diz muito menos sobre democratização tecnológica do que parece.

Quando um executivo celebra que “agora qualquer um pode construir software sem saber programar”, o que está sendo dito nas entrelinhas é que compreender o processo deixou de ser valor e virou obstáculo.

O C-level que vibra com a IA sem entender o que está por baixo é o consumidor ideal: entusiasmado, dependente e sem repertório para questionar os termos da relação.

A placa de tokens que a Open AI presenteia a parceiros e grandes gastadores diz uma coisa sem querer: o que está sendo celebrado é consumo, não resultado.

Em qualquer ambiente técnico saudável, o prêmio seria para quem faz mais com menos.

A concentração da IA em quatro ou cinco empresas não é falha de mercado, é o resultado esperado de quem controlou capital, infraestrutura e talento por duas décadas.

O vibe coding, na versão executiva, é o mecanismo de adesão voluntária a essa estrutura.

Colonização nunca precisou de exércitos quando havia dependência econômica suficiente.