Condomínio em SP: perguntas e respostas sobre brigas em reuniões
Em um caso recente na Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo, uma moradora foi agredida durante uma assembleia.
A situação reacendeu dúvidas sobre regras, direitos e deveres nesses encontros.
No SP1 , o especialista em condomínios Marcio Rachkorsky explicou quais são os limites legais e as boas práticas para evitar que discussões saiam do controle e se transformem em episódios de violência.
De acordo com ele, a assembleia é um espaço democrático, mas exige organização, respeito e cumprimento de regras claras para garantir a participação de todos.
” A participação é restrita a moradores com vínculo direto com o imóvel.
Segundo o especialista, podem participar o proprietário ou o inquilino.
No caso do inquilino, preferencialmente deve comparecer com autorização do dono do imóvel.
Profissionais como advogados ou engenheiros podem acompanhar reuniões quando houver temas técnicos, mas convidados sem relação com o condomínio não devem participar.
No caso da Vila Mariana, o agressor não era morador, o que, segundo Rachkorsky, já configura uma irregularidade.
Mesmo com divergências, os participantes precisam aguardar sua vez de falar e evitar confrontos diretos.
O especialista destaca que muitas discussões surgem porque moradores chegam despreparados ou usam a reunião para descarregar frustrações acumuladas ao longo do tempo.