Ciência Césio-137: conheça equipamentos que usam o elemento e como evitar a contaminação Há 18 minutos
Estreia recente da Netflix, a minissérie Emergência Radioativa trouxe de volta ao debate o acidente com o césio-137, relembrando a história e os envolvidos.
O caso grave de contaminação por radioatividade aconteceu na cidade de Goiânia (GO), em 1987 , e é considerado um dos maiores do tipo em todo o mundo.
Gerando consequências até os dias atuais, o acidente radiológico ocorreu após o manuseio indevido de um aparelho de radioterapia abandonado.
Classificado como nível 5 na Escala Internacional de Acidentes Nucleares, resultou em quatro mortes imediatas e milhares de pessoas afetadas.
Isótopo radioativo do elemento químico césio e com tempo de meia-vida de aproximadamente 30 anos, o césio-137 é obtido a partir da fissão nuclear de átomos pesados, entre os quais o urânio-235.
Seu núcleo emite radiação do tipo beta, prejudicial à saúde .
Com a desintegração no processo de reação nuclear, ele se transforma no bário-137, que por sua vez libera a radiação gama.
Esta é ainda mais tóxica, apresentando poder de penetração mais profundo.
Ela é formada por partículas ionizantes e radiação eletromagnética, que penetram os tecidos humanos e podem causar alterações severas nas células e até mesmo no DNA , entre outras complicações.
Apesar dos riscos, a radiação gama liberada na desintegração do elemento pode ser vantajosa, desde que manipulada adequadamente .
Assim, é usada de diferentes maneiras, em vários setores da indústria.