Advogada argentina ré por injúria racial é julgada no Rio
Agostina passará por uma audiência de instrução e julgamento na 37ª Vara Criminal.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Agostina se referiu a um funcionário do bar como “ negro” de forma pejorativa e, ao deixar o local, usou a palavra “mono” , que em espanhol significa macaco, além de imitar gestos do animal.
Agostina Paez, de 29 anos, imitou macaco e fez o som do animal após discussão em um bar — Foto: Reprodução/TV Globo Ainda de acordo com a promotoria, ela voltou a fazer ofensas, usando expressões como “negros de m…” e “monos” para outros dois funcionários, caracterizando três crimes.
Um vídeo com os gestos viralizou nas redes sociais e deu início à investigação da Polícia Civil, que a indiciou por injúria racial.
A prisão preventiva foi decretada após a 37ª Vara Criminal aceitar a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
O pedido se baseou no risco de fuga e no comportamento reiterado da advogada, que, de acordo com a promotoria, repetiu as ofensas mesmo após ser alertada de que a conduta configurava crime no Brasil.
Agostina foi presa no dia 6 de fevereiro, mas foi solta na mesma noite após decisão da mesma Vara Criminal.
Desde então, ela permanece no Brasil, utilizando uma tornozeleira eletrônica.
Após ser presa, Agostina Páez foi levada para a 11ª DP (Rocinha) — Foto: Henrique Coelho/g1 Rio A promotora Fabíola Tardin Costa explicou ao g1 que o foco do Ministério Público está mais voltado para a reparação do dano à vítima e para o respeito à legislação brasileira, que assume o compromisso de combater toda forma de discriminação, do que propriamente para o encarceramento de Ag