Craque do Haiti fugiu da guerra no Irã e busca clube antes de pegar o Brasil
Se 2025 terminou com a euforia pela classificação do Haiti para a Copa do Mundo e a chance de enfrentar o Brasil na fase de grupos, 2026 começou com o medo da guerra.
Principal artilheiro da seleção haitiana, Nazon precisou deixar às pressas o Irã em meio aos bombardeios de Estados Unidos e Israel.
Desde o ano passado, ele defendia o Esteghlal, clube que era líder da Liga do Golfo Pérsico até a interrupção causada pelo conflito.
O jogador levou quase três dias até conseguir atravessar a fronteira com o Azerbaijão e relatou ter visto mísseis e explosões ao longo do caminho.
A salvo, ao lado da família na França, o atacante lida agora com a incerteza sobre a carreira até a Copa.
Sem previsão de voltar a atuar no Irã, ele busca um clube para manter o ritmo nos próximos meses.
Duckens Nazon é uma das esperanças do Haiti na Copa do Mundo — Foto: Divulgação / Instagram Com 44 gols, o centroavante é o maior goleador da seleção haitiana em atividade, a três gols de se tornar o maior artilheiro da história do país.
Porém, sua importância para o futuro rival do Brasil já foi maior: – Ele foi por muito tempo o principal jogador do Haiti, mas hoje o Bellegarde (meia que joga no Wolverhampton) tem mais importância do que ele, tanto para os torcedores quanto para o próprio treinador da seleção.
O Nazon inclusive começou os dois últimos jogos das Eliminatórias no banco de reservas – comentou o jornalista Hebert Nerette, do site "Haiti Tempo".
O atacante está convocado para os amistosos desta Data Fifa.
Haiti encara a Tunísia, no sábado, e a Islândia, na próxima terça-feira.